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Nesta biografia seminal, o jornalista Lira Neto promove um mergulho na vida do padre Cícero Romão Batista, o mais amado e controverso líder religioso que o Brasil já teve — e um dos personagens mais fascinantes da nossa história.
Lira Neto, jornalista e escritor, nasceu em Fortaleza (CE), em 1963. É autor, entre outros livros, de Maysa: Só numa multidão de amores (2007), O inimigo do rei: Uma biografia de José de Alencar (2006) e Castello: A marcha para a ditadura (2004).
Ele foi o mais polêmico líder espiritual e chefe político da história brasileira. O padre cearense Cícero Romão Batista (1844-1934) foi acusado de proclamar falsos milagres e acabou excomungado pelo Vaticano. Banido pela Igreja, fez da política um novo sacerdócio. Elegeu-se prefeito, vice-governador e deputado federal. À frente de um exército de jagunços e cangaceiros, apoiou uma revolução armada que derrubou um governo constitucionalmente eleito. Depois, concedeu a patente de capitão a Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, para que o célebre cangaceiro enfrentasse a Coluna Prestes em sua passagem pelo Nordeste. Odiado por uns, idolatrado por outros, considerado um verdadeiro santo pelos sertanejos, até hoje o nome de padre Cícero continua a arrastar multidões de peregrinos à cidade de Juazeiro do Norte, onde ele viveu e está sepultado. A cada ano, cerca de dois milhões e meio de pessoas acorrem à chamada "Meca nordestina", para pagar promessas e pedir graças ao Padim Ciço. Diante de tamanha massa de devotos - e do avanço das igrejas evangélicas no Brasil -, o Vaticano estuda agora a reabilitação canônica post-mortem do controvertido sacerdote, anistiando-lhe de todas as penas que lhe foram impostas em vida pela Inquisição. É o primeiro passo para elevá-lo à condição de santo oficial da Igreja Católica.
Confira algumas das
100 imagens que
fazem parte do livro
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